O vento soprava calmo
Na aldeia da costa
Fervilhante de alegria
Pois nesse grande dia
Toda a gente se ria
A feira itinerante anual.
Havia chegado
No que ninguém havia
Deveras reparado
Era no comportamento
No mínimo inesperadoDas aves voando para terra
Dos cães, indo para a serra
Dos cavalos, dando aflitos saltos
Dos gatos, escalando lugares altos
Entretiodods, na sua festa e bebida
Os homens não repararam no mar
De repente, cheio de vida
Que fazia as suas ondas ribombar
Nos rochedos a leste da areia
Ninguém fazia a mínima ideia
Do que estava para vir
Naquela espessa multidão
Confusa, colorida, inebriada,
Um velho marinheiro eexperiente
Alertou numa voz assustada
A cega e surda gente
Desesperado, apelava forternente
Para que n ouvissem
Pois estavam em peno eminente
Quando as pessoas acalmaram
E viram o que se aproximava
Já o sábio ao longe se encontrava.
Algumas entraram em pânico
Outras perderam o seu ânimo
Ao avistarem uma e outra onda
Enormes, de grande imponência
Não demonstrando clemência
Por aqueles com fraca resistência
Como os aldeões e os viajantes
Que corriam para se salvar
Do vento, agora intrépido e gelado
Das andas, gigantes e salgadas
Pensado que conseguiam escapar
Da terrível fúria do mar
A água abrandou lentamente
Mitigando-se a sua raiva fervente
Que em breves segundos destruíra
A aldeia da costa e a sua gente
Derrubando também a honra
he um homem maduro impaciente
Assim passou a tempestade.
EL SIDE
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