Hoje sou a Marta, uma miúda normal, capaz de fazer tudo por todos. Tenho 15 anos e ando no liceu Rainha Dona Amélia. Quem olha para mim não imagina quem um dia fui.
Noutra vida, fui a princesa Diana, uma mulher determinada, jovem, esbelta e justa. Casei com o príncipe Carlos de Inglaterra, que me traiu.
Ajudei crianças, muitas crianças, penso que toda a gente gostava de mim, não sei de ninguém que me odiasse.
Tive dois filhos, o William, o mais velho, loiro tal como eu e o Harry, o mais novo. Amei-os muito, mais do que qualquer coisa no mundo.
Morri num acidente de carro e vi no meu funeral muita gente, gente triste, gente interesseira, e os meus queridos filhos desolados com a minha morte. Queria abraça-los, dizer-lhes o quão importantes eram para mim, mas não conseguia, nem sequer um sinal enviar-lhes, para eles perceberem que não os abandonei.
Algo me chamou, foi então que vi uma luz muito brilhante… eu queria muito ir ter com ela mas não podia deixar os meus filhos sozinhos, tinha medo que eles se tornassem pessoas rudes e más.
Foi então que Carlos disse: “A vossa mãe ficará em paz, e mesmo não estando entre nós, ela vos unirá”.
Foi com o que Carlos disse que percebi que eles iam ficar bem, cuidariam um do outro e ninguém os conseguiria afastar. Estava na hora de partir, fui ao encontro da luz, aquela luz que me fascinava tanto, que captava a minha atenção como se eu tivesse encontrado algo de novo e maravilhoso.
Quando atravessei a luz vi uma pessoa com uma mascara, e por detrás dela estavam mais pessoas, eu queria falar mas só conseguia berrar e chorar e quando me pegaram percebi que era uma bebé, vi a alegria da mãe a pegar na sua bebé e a dizer: “Marta, minha querida Marta”.
Maria Inês Soares Nº16
Marta Ribeiro dos Santos Nº17
Suelen Dias Nº 24
10ºB
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