Desde que te vi pela primeira vez, reparei que eras única e diferente dos outros no mundo, e foi um choque. Lembro-me desse dia, estava sentado no meu banco a escrever, quando tu entraste porta a dentro, e foi nessa altura que encontrei a inspiração que procurava para escrever estas linhas.
Estavas com um visual diferente, de tal maneira que eu não sabia bem para onde devia olhar primeiro, o único pensamento que girava na minha cabeça era o de que não podias existir, só podias ser de outro mundo.
Nessa altura alguém me disse o teu nome, mas eu estava tão concentrado nos meus pensamentos, que nem apanhei metade. Começaria pela letra "A"? As restantes letras do teu nome eram um monte confuso na minha mente, mas nos dias seguintes iriam ficar dolorosamente claras e marcantes ...
Sempre tiveste um dom raro mas precioso, só tu consegues entoar qualquer música de uma forma simples e linda, quando te ouço, parece que foste feita para a música. Sempre que te vejo estás diferente. Ou será de mim? A tua forma, como te vestes, as cores que te rodeiam, a maneira de seres por dentro. Nada é terno e definitivo, eu sei, e por isso mesmo és fascinante para mim e um íman para os outros, mas custa-me estar sempre a aprender-te. E, no entanto, quero-te sempre de novo.
Eu sinto-me estranho pela noite dentro. Há qualquer coisa a chamar por mim e eu estou à espera com medo ... não consigo pensar noutra coisa, talvez por estares presa na minha mente, onde existe medo, raiva, ódio e amor.
Provavelmente, estarei a perder o controlo ... Nunca considerei esta espécie de atração por alguém.
Porque eu sou assim, um tipo que nunca faz nada, que sempre teve uma visão pessimista do mundo. Será porque me afastei dos meus objetivos simples da vida, ou talvez porque me perdi nesta escuridão sem luz, sem a tua luz clara, para me guiar no caminho certo, sem o teu toque ...
Por seres quem tu quem és, perco-me, mas tu encontras-me, só posso dizer que te amo.
Amo-te An ... An ... amo-te And... Dizer isto é mais difícil do que imaginei, assim em voz alta. Amo-te Andr... Andr ....
Não.
Vou dizê-lo de uma vez por todas: amo-te Androide, esperarei sempre pelas tuas novas aplicações e jogos grátis.
João Oliveira, nº 11 do 12º B, escrito em 2 / 3 / 2011
* Androide parece ser um jogo informático...
O João já tem um texto semelhate a este, sobre a Playstation, publicado neste blogue. Procurar. (nota da Setôra Blogger)
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