quarta-feira, 4 de abril de 2012

Vidas paralelas

Eram duas pessoas. Jovens. Os caminhos deles chegaram a cruzar-se e pareciam lutar os dois pela mesma coisa: por aquilo que estavam a passar juntos. Ele era o género de rapaz que se apaixonava, ou dizia apaixonar-se, muito facilmente. Ela era uma simples rapariga que sonhava com príncipes encantados e que vivia na ilusão de que nunca mais iria desiludir-se. Ele era um irreflectido; ela pensava bem nos pros e nos contras. Ela pensava que ele era diferente, que com ele nao iria desiludir-se, mas enganava-se estupidamente. 

Tiveram uma história, riram-se juntos e prometiam constantemente um ao outro que a história deles nunca iria acabar (quase inevitável). 

Até que chegou uma altura em que ele tanto gostava como não gostava dela, tanto queria como não queria ficar com ela, até que ela se ia fartando do meio-termo, ela escrevia textos sobre ele, ela dizia-Ihe que tinha saudades, mas ele já nem queria saber,,,. 

Entre mares de confusões e terramotos de mal-entendidos, acabou uma história que, na realidade, nem sequer tinha começado, nunca. 

Ela enfraqueceu mas nao desistiu; sofreu, mas (sobre)viveu ... Ele, ninguém sabe. 

E agora, mesmo depois de todas as lições que aprendeu, continua a acreditar em príncipes perfeitos a cavalo e em castelos; continua a entrar dentro dos livros de fábulas que a mãe lhe lia quando ela era pequenina. 

Eles nunca chegaram a ser mesmo um do outro, mas ela diz que ele foi o rapaz de quem ela mais gostou em toda a sua vida. 

Os papéis quase se inverteram. Ele agora ri-se para ela, ela nao encontra piada nisso. E enquanto ele se vai lembrando dela, ela vai tentando esquecê-lo... 

Madalena Meneses 12º Ano, Turma A 

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